Documento atualizado a 08 de junho de 2026 · Próxima revisão prevista a 08 de julho de 2026

A visão

Uma camada digital de confiança, soberana e ao serviço de cada angolano.

Cinco princípios fundamentais estruturam o IDNA e guiam cada decisão técnica e de governação.

01

Natureza 100% soberana

O IDNA é uma plataforma soberana de identidade digital nacional, adossada a um registo nacional traçado, que serve de camada superior aos documentos físicos existentes.

  • O Estado angolano é o proprietário soberano da plataforma e dos dados — e é isso que lhe dá todo o poder de decisão.
  • Registo nacional traçado — tecnologia distribuída privada, sob controlo do Estado, sem criptomoeda, conforme à lei angolana de 2024.
  • É o Estado que decide quem opera ou explora cada serviço, e em que condições: abrir, confiar, monetizar — sempre nos seus termos.
  • Inspirações técnicas (Estónia, ICP-Brasil, MOSIP) — referências, não dependências.
02

O digital não substitui o físico

O digital vem somar-se ao físico e abrir novas possibilidades: os suportes físicos permanecem soberanos, indispensáveis e reconhecidos.

  • Inclusão: mais de metade dos angolanos não têm acesso à internet — impor o tudo-digital excluiria essa parte da população.
  • Soberania documental: o BI e o passaporte biométricos são reconhecidos internacionalmente.
  • Continuidade em caso de avaria de rede ou catástrofe — o suporte físico permanece legível.
  • A identidade IDNA pode ser lida offline no chip NFC do BI biométrico.
03

Modularidade económica total

Para cada API ou serviço ativado, o Estado escolhe livremente o modelo. O sistema é neutro por defeito — permite tudo, o Estado ativa o que quer, como quer, quando quer.

  • Gratuito (serviço público), pago para empresas, pago para cidadãos, ou misto.
  • Tarifação graduada por volume, setor ou criticidade.
  • Cada empresa conectada decide livremente se repercute ou absorve o custo — o Estado deixa a escolha aberta.
  • Modelo tendencialmente auto-sustentável a médio prazo.
04

Matriz de direitos a 3 dimensões + DLP

O coração da segurança. Não é um sistema de papéis linear, mas uma matriz: setor de atividade × posto no setor × categoria de dados.

  • O governo define a matriz por decreto setorial; o cidadão dá o seu consentimento dentro desse quadro.
  • Um médico de urgência não acede aos dados do veículo, mesmo com acordo do cidadão.
  • DLP — os dados só circulam para setores habilitados, protegendo o cidadão contra pressão e fugas laterais.
  • Dois andares: matriz governamental (decreto) + consentimento do cidadão.
05

Ecossistema de desenvolvimento

O Estado mantém a propriedade inteira, mas o desenvolvimento das aplicações conectadas apoia-se em três fontes, num quadro de certificação.

  • Governo (INFOSI, ministérios), empresas (bancos, telecom, seguros) e editores terceiros certificados.
  • Percurso: conta dev → sandbox → submissão → validação → certificação → produção.
  • Cria empregos TIC angolanos (objetivo 7% do PIB para o setor em 2027).
  • Inovação contínua pelo mercado, soberania preservada.
« O IDNA inscreve-se como uma camada complementar aos dispositivos físicos atuais, cuja pertinência soberana permanece inteira. É concebido para oferecer uma dimensão digital opcional, ao serviço de cada angolano segundo as suas preferências e o seu equipamento. »
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